MILHO TOLERANTE AO GLIFOSATO: INTERAÇÃO ENTRE HERBICIDAS PÓS-EMERGENTES E ÉPOCA DE CONTROLE DAS PLANTAS DANINHAS

LEONEL DA SILVA RODRIGUES, ODILENE DE SOUZA TEIXEIRA, DARI CELESTINO ALVES FILHO, IVAN LUIZ BRONDANI, DIEGO SOARES MACHADO, LUCAS BRAIDO PEREIRA, SANDER MARTINHO ADAMS, MATHEUS SMIDT WEISE

Resumo


Evidencia-se a necessidade de estudos sobre estratégias eficientes de controle das plantas daninhas, pois o aparecimento dessas, durante o ciclo vegetativo da cultura, implica em perdas na produção. À vista disso, o objetivo foi avaliar o efeito da interação entre a época de controle das plantas daninhas e o tipo de herbicida pós-emergente na produção de silagem de grão úmido de milho. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em esquema fatorial 2 x 7, com quatro repetições. Os tratamentos foram a combinação de duas épocas de controle das plantas daninhas (duas ou oito folhas expandidas do milho) com aplicação de herbicidas (atrazina, glifosato,nicosulfuron, atrazina+glifosato, atrazina+nicosulfuron, glifosato+nicosulfuron e testemunha com capina manual). A aplicação de glifosato e nicosulfuron, quando o milho estava em estádio V8, reduziu o comprimento da espiga e o número de grãos por espiga, respectivamente. No geral, o controle das plantas daninhas, quando o milho estava em estádio V3 aumentou em 2,59% o número de fileiras por espiga, em 5,70% o número de grãos por espiga e a produtividade de grãos em 6,31%. Portanto, a adequação da época de aplicação do herbicida, de acordo com o estádio da planta e o tipo de herbicida, reflete diretamente na produção da silagem de grãos úmidos.


Palavras-chave


grão úmido; nicosulfuron; produtividade; silagem; Zea mays.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v18n2p168-177