SELETIVIDADE DE CARFENTRAZONE-ETHYL AOS MILHOS DOCE E NORMAL

DÉCIO KARAM, JOSÉ FRANCISCO R. LARA, PAULO CÉSAR MAGALHÃES, ISRAEL ALEXANDRE PEREIRA FILHO, MICHELLE B. CRUZ

Resumo


Com o objetivo de avaliar a seletividade de carfentrazone-ethyl, herbicida pós-emergente com ação de inibição da enzima protoporfirinogeneo oxidase (PROTOX), sobre cultivares de milho normal e doce, foram instalados experimentos sob condições de casa de vegetação, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, MG. Os experimentos foram dispostos em blocos casualizados, com quatro repetições. Foram realizadas avaliações visuais de fitotoxicidade aos 7 e 14 dias após a aplicação (DAA) do herbicida e acúmulo de matéria seca aérea, aos 14 DAA. No primeiro ensaio, utilizaram-se cinco cultivares de milho normal (SHX 4001; AS 1533; DKB 747; 30 F 98; CD 302;), cinco de milho doce (HT – 1; BR 400; HT – 3; BR 401; BR 402) e duas doses de carfentazone-ethyl (12,5 e 25,0g/ha). O maior índice de fitotoxicidade observado não ultrapassou 20%, sendo as cultivares 30 F 98 e CD 302 as mais sensíveis. Não foi detectada diferença significativa para o acúmulo de matéria seca aérea. Em outro ensaio, foi avaliado o efeito de doses de carfentrazone-ethyl (3,13; 6,25; 12,5; 25,0; 50,0; 100,0; 200,0g/ha) na cultivar BRS 3060. Nas avaliações de fitotoxicidade, aos 7 e 14 DAA, e para o acúmulo de matéria seca aérea, aos 14 DAA, foram realizadas análises de regressão. Todas as regressões apresentaram coeficientes de determinação superiores a 0,74, demonstrando haver boa correlação entre as doses e os parâmetros analisados. Os maiores índices fitotóxicos não ultrapassaram 40%, independente da avaliação realizada. Carfentrazone-ethyl a 50g/ha reduziu o acúmulo de matéria seca aérea em aproximadamente 7%. Pode-se concluir que carfentrazone-ethyl apresenta boa seletividade para as cultivares estudadas, podendo ser mais uma opção para controle de plantas daninhas na cultura do milho.


Palavras-chave


fitotoxicidade, herbicida, LD50, dose resposta, Zea mays.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v3n01p%25p