SUSCEPTIBILIDADE DA LAGARTA-DO-CARTUCHO DO MILHO, Spodoptera frugiperda, A DIFERENTES ISOLADOS DE Bacillus thuringiensis

FERNANDO HERCOS VALICENTE, MARTA MARTINS FONSECA

Resumo


Este trabalho foi dividido em três bioensaios. No primeiro, usaram-se 17 subespécies do Bacillus thuringiensis, que foram testadas em larvas de Spodoptera frugiperda. As cepas foram crescidas em meio de cultura líquido enriquecido com sais. Folhas de milho foram imersas na suspensão e oferecidas a lagartas sadias de dois dias de idade. Os resultados mostraram que a maior mortalidade de larvas foi causada pelo B. thuringiensis tolworthi (T09) (95,8%) e a menor, causada pelo B. thuringiensis kurstaki (2,7%). No segundo bioensaio, o B. thuringiensis tolworthi, numa mistura liofilizada de esporo e cristal em pó, foi incorporado na dieta artificial numa concentração única de 0,8 μg da toxina por grama de dieta artificial e testado em larvas de S. frugiperda de diferentes idades. Os resultados mostraram que a mortalidade das larvas decresceu à medida em que a idade das larvas aumentou. A maior mortalidade ocorreu com larvas entre três e seis dias de idade (100%). No terceiro bioensaio, uma mistura de esporo e cristal do B. thuringiensis tolworthi, que foi diluido em suspensão aquosa em diferentes tempos de exposição (24, 48 e 72 horas), foi testado em larvas de dois dias de idade, submetidas a diferentes concentrações da toxina. A maior mortalidade de larvas ocorreu com a concentração de 500 μg da mistura de esporo e cristal diluídos em 1 ml de água, para o tempo de exposição de 72 horas. A análise de probit mostrou que a concentração letal 50 (CL50) da cepa B. thuringiensis tolworthi foi de 271,1μg/ml, para larvas de dois dias de idade, por um período de exposição à toxina de 72 horas. Já a cepa SA11 (B. thuringiensis kurstaki) foi avaliada separadamente e a análise de probit mostrou que a LC50 para larvas de dois dias de idade foi de apenas 57,5μg/ml, por um período de exposição de 72 horas.


Palavras-chave


Insecta, controle microbiano, patógenos, bactéria.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v3n01p%25p