CONTROLE GENÉTICO DA RESISTÊNCIA AO MOSAICO COMUM EM LINHAGENS DE MILHO TROPICAL

ADILSON RICKEN SCHUELTER, ISABEL REGINA PRAZERES DE SOUZA, ELIZABETH DE OLIVEIRA, CLAUDIA TEIXEIRA GUIMARÃES

Resumo


A contínua diversificação das épocas de cultivo do milho, na maioria das regiões produtoras, tem contribuído para o aumento na incidência e na severidade de doenças, incluindo a virose mosaico comum causada por potyvirus. Tem sido verificado que, de forma predominante, uma estirpe do maize dwarf mosaic virus (MDMV) é o agente causal dessa virose no Brasil. O uso de cultivares resistentes é o método mais eficiente e econômico para o controle dessa virose. Entretanto, a identificação de fontes de resistência e o estudo da sua herança são requerimentos primordiais para o sucesso de programas de melhoramento visando a produção de cultivares resistentes. Assim, o presente trabalho teve como objetivo o estudo do controle genético da resistência ao mosaico comum do milho usando-se duas linhagens resistentes (L18 e L520) e uma susceptível (L19). Os genitores e as gerações F1, F2, RC1.1 e RC1.2 foram submetidos à inoculação artificial, quando as plântulas apresentavam-se no estádio de cinco folhas e a fenotipagem, realizada aos 15 e aos 30 dias após a inoculação. Os resultados das análises genético-estatísticas pelo teste de x2 mostraram que a resistência ao vírus do mosaico comum é condicionada por um gene com dominância completa em ambas as linhagens resistentes. O teste de alelismo entre L18 e L520 detectou a proporção fenotípica de 15 (R): 1 (S) na geração F2, indicando que as linhagens resistentes portam genes distintos.


Palavras-chave


Zea mays, maize dwarf mosaic virus (MDMV), potyvirus, resistência genética.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v2n03p%25p