SELEÇÃO MASSAL PARA PROLIFICIDADE EM MILHO NA ÉPOCA NORMAL E NA “SAFRINHA”

DYEME ANTONIO VIEIRA BENTO, MAGNO ANTONIO PATTO RAMALHO, JOÃO CÂNDIDO DE SOUZA

Resumo


Partindo-se do pressuposto de que, na cultura do milho, a correlação entre a produtividade de grãos e o número de espigas por planta (prolificidade) é positiva e alta e que esse caráter possui uma maior estimativa de herdabilidade, Paterniani (1978) propôs o método da seleção massal para prolificidade. Embora o método tenha-se mostrado eficaz em alguns casos, ainda são poucos os estudos que comprovam essa eficiência. Dessa forma, foi realizado o presente trabalho, com o objetivo de comprovar a eficiência da seleção massal para prolificidade, verificar se essa eficiência é dependente da densidade de semeadura e se é viável a condução de dois ciclos seletivos por ano agrícola. A seleção iniciou-se em 1994 e foi conduzida na época normal de cultivo do milho na região (Sul de Minas Gerais), com semeadura em outubro, e na “safrinha”, com semeadura em janeiro. Foram avaliados os seis ciclos seletivos de cada época de seleção, em duas densidades (33 e 55 mil plantas ha-1) e duas épocas de semeadura, outubro e janeiro, no ano agrícola de 2000/01. Constatou-se que a prolificidade apresentou pequeno incremento com a seleção, evidenciando a existência de pequena variabilidade para esse caráter na população. Esse fator foi, provavelmente, a principal razão de não ter sido detectado ganho com a seleção para a produção de espigas. Além do mais, observou-se um ligeiro incremento na altura das plantas e no ciclo vegetativo com o avanço dos ciclos seletivos, o que é indesejável. Constatou-se também que o efeito da seleção massal para prolificidade foi independente da densidade de semeadura empregada.


Palavras-chave


milho, prolificidade, seleção massal.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v2n03p%25p