EFEITO DA SELEÇÃO GAMÉTICA NO DESEMPENHO DO MILHO

EDUARDO AUGUSTO BIGNOTTO, MAGNO ANTONIO PATTO RAMALHO, PEDRO HÉLIO ESTEVAM RIBEIRO

Resumo


Com o objetivo de verificar se a posição da semente na espiga afeta diferentemente a produtividade e outros caracteres da planta e se essa diferença pode ser ampliada por meio de ciclos seletivos, foi conduzido o presente trabalho. Para isto, na safra 1995/1996, foram semeadas, em lote isolado, cerca de 3.000 plantas da população CMS-39 e, por ocasião da colheita, tomadas 300 espigas ao acaso. De cada espiga, foram coletadas sementes das extremidades e, posteriormente, as sementes da ponta de cada espiga foram misturadas e o mesmo foi realizado com as sementes da base. Esse procedimento foi repetido de modo análogo por cinco ciclos seletivos. As dez subpopulações, cinco da ponta e cinco da base, foram avaliadas em experimentos conduzidos nas safras 2000/2001 e 2001/2002. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados, com seis repetições, segundo esquema de parcelas subdivididas. Os tratamentos nas parcelas foram os cinco ciclos seletivos e, nas subparcelas, a origem das sementes, ponta ou base. Foram considerados os caracteres número de dias para o florescimento masculino e feminino, altura de espiga e produtividade de grãos. Constatou-se que a origem da semente da ponta ou da base não alterou a expressão de vários caracteres avaliados e não foi possível, com a precisão experimental obtida, detectar efeito da seleção indireta para o vigor de pólen pela posição dos grãos na espiga, em todos os caracteres considerados.


Palavras-chave


seleção gamética, ganho com seleção, desempenho.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v2n02p%25p