CONTROLE GENÉTICO DA RESISTÊNCIA DO MILHO À MANCHA POR Phaeosphaeria

ADILSON RICKEN SCHUELTER, ISABEL REGINA PRAZERES DE SOUZA, FERNANDO FERNANDES TAVARES, MANOEL XAVIER DOS SANTOS, ELIZABETH DE OLIVEIRA, CLAUDIA TEIXEIRA GUIMARÃES

Resumo


A mancha por Phaeosphaeria tem causado reduções expressivas no rendimento de grãos de milho, no Brasil, devido à alta incidência e severidade. O desenvolvimento de cultivares resistentes a essa doença tem-se constituído no método de maior eficácia para seu controle. No entanto, o conhecimento do controle genético da resistência é essencial para o processo de seleção de genótipos de interesse e para a definição das estratégias de melhoramento. O trabalho teve como objetivos avaliar a natureza e a magnitude de efeitos gênicos envolvidos na determinação da resistência da linhagem de milho L31.2.1.2 a essa doença, empregando-se o método da análise de gerações. O experimento foi conduzido no ano agrícola de 2000/2001, em Sete Lagoas, MG, com tratamentos constituídos pelos parentais e gerações F1, F2, RC1.1 e RC1.2. A avaliação da resistência foi realizada através de escala de notas para a severidade da doença. Nas populações originadas entre as linhagens L31.2.1.2 e L726, respectivamente, resistente (R) e susceptível (S), os resultados indicaram a presença de variabilidade genética, em que os efeitos aditivos foram os mais importantes para a determinação da resistência e o modelo aditivo-dominante apresentou-se inteiramente adequado para a análise dos resultados. A elevada magnitude dos coeficientes de herdabilidade evidencia a possibilidade do emprego de técnicas seletivas simples com eficácia na obtenção de ganhos satisfatórios.


Palavras-chave


Zea mays, Phaeosphaeria maydis, herança, resistência genética.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v2n01p%25p