IMPACTO DE DELTAMETRINA EM ARTRÓPODES-PRAGAS E PREDADORES

MIGUEL MICHEREFF FILHO, TEREZINHA MARIA DE CASTRO DELLA LUCIA, IVAN CRUZ, JOÃO CARLOS CARDOSO GALVÃO, CLAYTON EMANUEL DA VEIGA

Resumo


Apesar do amplo uso de deltametrina para controlar pragas do milho, no Brasil, existem poucas informações sobre o seu impacto nos artrópodes associados à cultura. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da pulverização de deltametrina em atrópodes pragas e predadores mais comuns na parte aérea do milho. O delineamento foi em blocos casualizados, com quatro repetições. No estádio de dez folhas expandidas, o inseticida (Decis 25 CE, 7,5 gi.a./ha) foi pulverizado no cartucho das plantas e amostragens realizadas em dez plantas/parcela (1 dia antes, 7, 10, 14, 21 e 28 dias após a pulverização) determinaram a densidade populacional ou a ocorrência dos artrópodes e a percentagem de plantas atacadas por Spodoptera frugiperda. O inseticida controlou a infestação de S. frugiperda até sete dias após a pulverização e, nesse período, também reduziu em 64% a densidade populacional da cigarrinha Dalbulus maidis nas parcelas tratadas. O inseticida não afetou negativamente o complexo de artrópodes predadores associados à parte aérea do milho, mostrando toxicidade seletiva em favor de ninfas e adultos de Doru luteipes, de um grupo não identificado de formigas e de aranhas. Esses resultados são favoráveis ao uso de deltametrina em programas de manejo de S. frugiperda na cultura do milho, principalmente nos agroecossistemas com elevada abundância de predadores.


Palavras-chave


Spodoptera frugiperda;Zea mays;inimigos naturais;piretróide;inseticida

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v1n01p%25p