SENESCÊNCIA FOLIAR E RESPOSTA DE HÍBRIDOS DE MILHO LIBERADOS COMERCIALMENTE PARA CULTIVO EM DIFERENTES ÉPOCAS AO ADENSAMENTO

LUIS SANGOI, CLAITSON GUSTAVO ZANIN, AMAURI SCHMITT, JEFFERSON VIEIRA

Resumo


Este trabalho foi conduzido objetivando avaliar os efeitos do adensamento sobre a senescência foliar no enchimento de grãos e a produtividade de híbridos de milho liberados comercialmente para cultivo em diferentes épocas. O experimento foi conduzido em Lages, SC, Brasil, nos anos agrícolas de 2008/2009 e 2009/2010. Dois híbridos foram avaliados: AG 303 (híbrido antigo - HA) e P30F53 (híbrido contemporâneo - HC). Cada híbrido foi testado em cinco densidades: 25.000, 50.000, 75.000, 100.000 e 125.000 pl ha-1 . Avaliaram-se a sincronia floral, a área foliar verde e senescida no espigamento, 56 dias após, o rendimento de grãos e seus componentes. A área foliar do HA no espigamento superou a do HC pelo menos 1.000 cm-2  em todas as densidades. Esta característica se inverteu 56 dias após, quando a área foliar do HC foi maior do que a do HA. As densidades que maximizaram a produtividade do HA e do HC foram de 53.044 e 86.665 pl ha-1, respectivamente. O HC apresentou melhor sincronia entre antese e espigamento e menor esterilidade feminina do que o HA. Estas características contribuíram para que a taxa de incremento da senescência foliar com o aumento na densidade de plantas fosse 2,8 vezes menor no HC do que no HA 56 dias após o espigamento, aumentando a tolerância do HC ao adensamento.


Palavras-chave


Zea mays; densidade de plantas; área foliar

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v12n1p21-32