INSETICIDAS EM PRÉ E PÓS-EMERGÊNCIA DO MILHO (Zea mays L.), ASSOCIADOS AO TRATAMENTO DE SEMENTES, SOBRE Dichelops melacanthus (DALLAS) (HEMIPTERA: PENTATOMIDAE)

CARLOS BRUSTOLIN, RODOLFO BIANCO, PEDRO MANUEL OLIVEIRA JANEIRO NEVES

Resumo


Dichelops melacanthus (Dallas) (Hemiptera: Pentatomidae) é uma importante praga de diversas culturas, no sul do Brasil, alimenta-se de plantas jovens de milho (Zea mays L.) e trigo (Triticum spp.), causando danos a essas culturas. Nas regiões norte e oeste do Estado do Paraná, a pulverização de inseticida junto com herbicida, na dessecação, vem se tornando uma prática comum, para controlar o percevejo. Na busca de desenvolver táticas de manejo do percevejo,avaliou-se a eficácia de thiametoxam + lambdacialotrina e metamidofós, pulverizados em pré e pós-emergência do milho, com e sem tratamento de sementes (TS). Na faixa sem TS, as pulverizações de inseticidas em pré-emergência tiveram pouco ou nenhum efeito sobre D. melacanthus, mesmo com a adição de atrativos (leite de soja e sal de cozinha). As pulverizações de inseticida em pós-emergência apresentaram bom controle de D. melacanthus, sendo comparável ao TS, embora não sendo suficiente para a diminuição dos danos. Na faixa com TS, observou-se que a pulverização em pré-emergência não foi eficiente no controle do inseto. Pulverizações em pós-emergência associadas ao TS alcançaram controle de 80%. Nas condições deste experimento, a pulverização de inseticida em pós-emergência, como complemento ao TS, teve importância relevante, embora só se justifique se a relação custo/beneficio for satisfatória.


Palavras-chave


Controle químico, percevejo, Zea mays.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v10n3p215-223