DIVERSIDADE NO GERMOPLASMA DE MILHO COLETADO NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

FLAVIA FRANÇA TEIXEIRA, RAMIRO VILIELA DE ANDRADE, ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA, ALEXANDRE DA SILVA FERREIRA, MANOEL XAVIER DOS SANTOS

Resumo


No Brasil, a utilização do germoplasma pelos melhoristas é baixa, devido, dentre outros fatores, à falta de informação sobre os acessos, que, quando disponíveis, são inadequadas ou insuficientes. O objetivo deste trabalho foi estudar a divergência genética de 169 acessos, avaliados em Janaúba-MG, tendo-se como base quinze caracteres morfológicos do Latin American Maize Project (LAMP II). Foram estimadas distâncias genéticas com base nos caracteres morfológicos e formados agrupamentos para os tipos de grãos duro, semidentado, dentado e farináceo. Os acessos CE004 e CE001, com grãos do tipo semidentado, e AL014 e PE007, com grãos do tipo dentado, foram os de maiores produtividades, juntamente com a testemunha intercalar, BR5011. Os acessos mostraram diferenças entre si para todas as características estudadas, sendo possível indicar germoplasma com atributos de interesse para o melhoramento de plantas. As diferenças encontradas entre os acessos foram empregadas para calcular as distâncias entre eles e agrupá-los. O grupo que apresentou maior divergência entre seus acessos foi o duro, seguido do semidentado, farináceo e dentado. Dentre os acessos do tipo duro, os mais divergentes dos demais foram os acessos BA233 e CE017; dentre os dentados, o que mais divergiu foi o acesso MA012 e, dentre os farináceos, o acesso CE027 foi o que mais se distanciou dos outros componentes do grupo. Quanto ao grupo semidentado, foram formados dois subgrupos: no menor deles foram agrupados os acessos AL024, BA207, BA220, CE001, BA211, RN007, PE045 e PE032, ficando os demais no outro subgrupo.


Palavras-chave


Zea mays, pré-melhoramento, recursos genéticos.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v1n03p%25p