DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE GENÓTIPOS DE MILHO QUANTO AO TEOR DE CAROTENOIDES NOS GRÃOS

SARA DE ALMEIDA RIOS, ALUÍZIO BORÉM, PAULO EVARISTO DE OLIVEIRA GUIMARÃES, MARIA CRISTINA DIAS PAES

Resumo


A biofortificação é uma alternativa eficiente no combate às deficiências de micronutrientes na população humana. Em milho, os programas de melhoramento para biofortificação visam à obtenção de materiais com altos teores de Fe, Zn e carotenoides precursores de vitamina A, o que requer estudos preliminares de variabilidade genética e diversidade entre genótipos. O objetivo deste trabalho foi estimar a divergência genética entre genótipos de milho quanto ao teor e perfil de carotenoides nos grãos. Foram utilizados dados obtidos do Ensaio Nacional de variedades de milho, no ano agrícola 2004/2005, no total de dez genótipos avaliados em dois ambientes. Avaliaram-se os teores de carotenoides totais (CT), a e β-carotenos, luteína, zeaxantina, β-criptoxantina, o somatório de carotenoides precursores de vitamina A (total de β-caroteno + ½ de a-caroteno + ½ de β-criptoxantina = Pro VA) e a produtividade de grãos. Observaram-se médias de carotenoides nos genótipos avaliados relativamente baixas quando comparadas àquelas reportadas na literatura para linhagens elite. Os caracteres que mais contribuíram para a diversidade genética entre os genótipos estudados foram luteína e zeaxantina. O efeito do ambiente na expressão do caráter coloca dúvidas quanto à validade das análises de diversidade em um único ambiente, enfatizando a necessidade de que os estudos sejam efetuados em condições ambientais múltiplas.

Palavras-chave


Zea mays; carotenos; diversidade genética; variabilidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v9n3p277-286