RESPOSTA DE PLANTAS DE MILHO À SIMULAÇÃO DE DANOS MECÂNICOS

DÉCIO KARAM, ISRAEL ALEXANDRE PEREIRA FILHO, PAULO CÉSAR MAGALHÃES, MARIA CRISTINA DIAS PAES, JÉSSICA ALINE ALVES SILVA, JORDÂNIA DE CARVALHO MACÊDO GAMA

Resumo


O objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos do corte ou maceração simulados no milho sobre indicadores produtivos. Para tanto, um experimento foi instalado no campo experimental da Embrapa Milho e Sorgo em Sete Lagos – MG. Os tratamentos visaram reproduzir o corte ou a maceração da parte aérea das plantas, nos estádios de crescimentos V2 e V4. Avaliaram-se danos sobre a produtividade de grãos, biomassa seca acumulada da parte aérea (folhas, colmo, pendão e estilo-estigmas), alturas de inserção de espigas e de plantas, relação massa de espigas/massa total acumulada e índices de colheita. A biomassa do colmo do milho em V4 sob diferiu significativamente dos demais tratamentos. Folhas, pendões e estilo-estigmas diferiram também do corte em V4. Semelhança foi visualizada dentro dos tratamentos para a altura de inserção de espigas e plantas. A análise de produtividade de grãos revelou dissimilaridade entre tratamentos com danos simulados e testemunha. A relação massa de espigas/massa total e índice de colheita não foi diferente entre os tratamentos. As plantas submetidas ao corte e à maceração sofrem prejuízo no que tange à biomassa acumulada de elementos da parte aérea, em relação às plantas não-danificadas. Danos mecânicos causados em V4 da cultura são mais prejudiciais à produtividade do milho. Os danos ocasionados por corte ou maceração nos estádios V2 e V4 do milho reduziram a produtividade de grãos.


Palavras-chave


Zea mays, cultivo múltiplo, partição de peso seco, estádios de desenvolvimento

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v9n2p201-211