QUANTIFICAÇÃO DE CLOROFILAS EM FOLHAS DE MILHO ATRAVÉS DE MÉTODOS ÓPTICOS NÃO DESTRUTIVOS

CASSANDRO VIDAL TALAMINI DO AMARANTE, CRISTIANO ANDRÉ STEFFENS, LUÍS SANGOI, ODIMAR ZANUZO ZANARDI, AQUIDAUANA MIQUELOTO, CLEBER SCHWEITZER

Resumo


Com o advento de medidores portáteis, a quantificação de clorofilas tornou-se fácil e rápida, podendo ser realizada de forma não destrutiva, no campo. Este trabalho foi conduzido visando avaliar a viabilidade da utilização de um colorímetro, como alternativa à utilização de medidor de clorofila, para a quantificação não destrutiva de clorofilas em folhas de milho. Folhas de três híbridos, com tonalidades variando do verde-amarelado a verde-escuro, foram avaliadas nas faces adaxial e abaxial, com um medidor de clorofila (Minolta SPAD-502) e um colorímetro (Minolta CR-400, no espaço de cores L, C e h°), seguido de quantificações destrutivas de clorofilas a, b e totais. Os valores de leitura do medidor de clorofila e da relação h°/(LxC) do colorímetro aumentaram com o incremento nos teores de clorofilas, nos três híbridos. Melhores estimativas dos teores de clorofilas foram obtidas em unidades de área do que em unidades de massa fresca, especialmente para a clorofila a, tanto para a leitura do SPAD-502 quanto para a relação h°/(LxC) do colorímetro CR-400. Os resultados obtidos demonstram que o colorímetro é uma alternativa viável na avaliação não destrutiva dos conteúdos de clorofilas a, b e totais (μg cm-2), sendo as leituras pouco influenciadas por diferenças nas faces das folhas de milho. Para tanto, os valores da relação h°/(L x C) do colorímetro devem ser previamente calibrados com a extração de clorofilas das folhas do híbrido de interesse, assim como ocorre com o SPAD-502.


Palavras-chave


Zea mays, coloração da folha, propriedades ópticas, absorbância, refletância

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v9n01p39-50