REGENERAÇÃO IN VITRO DE MILHO TROPICAL DE ALTA QUALIDADE PROTEICA

MARIA JOSÉ VILAÇA DE VASCONCELOS, MARCELO ANTONIOL FONTES2, CARLOS HENRIQUE SIQUEIRA DE CARVALHO, MAURICIO ANTONIO LOPES

Resumo


Experimentos de transformação genética requerem protocolos ajustados de indução de calogenese e regeneração de plantas, sendo poucos os genótipos de milho tropical com a capacidade de induzir e regenerar plantas férteis e que possuem protocolos bem definidos. No presente trabalho, avaliou-se a capacidade de formação de calos embriogênicos e regeneração de plantas de nove linhagens de milho selecionadas para alta qualidade proteica (quality protein maize/QPM) e adaptadas ao clima tropical. Milhos de alta qualidade protéica são importantes para a alimentação de animais monogástricos, devido ao aumento da quantidade de alguns aminioacidos essenciais, necessários a sua dieta. Basicamente, foram utilizados meios de cultura similares àqueles propostos por Chu et al. (1975), porém, diferentes concentrações de dicamba (15 ou 30mM), l-prolina (6 ou 25mM) e nitrato de prata (0 ou 88mM) foram testadas. Os calos formados foram classificados como dos tipos I e II. As maiores porcentagens de formação de calos embriogênicos foram obtidas no meio suplementado com 30 mM de dicamba, 25 mM de l-Prolina e 88 mM de nitrato de prata, em que obtiveram-se 100% de formação de calos do tipo II, com a linhagem HGZ-A18. Os calos formados pela linhagem HGZ-A18 foram transferidos para magentaTM, com quatro diferentes tipos de meios, sendo que  71,4% dos calos regeneraram plantas quando se utilizou o meio contendo sais N6 suplementado com 1,0 mg/L de BAB o 0,5 mg/L de AIB.


Palavras-chave


linhagens de milho QPM, embriões imaturos, cultura de tecidos, embriogênese somática, Zea mays.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v8n02p%25p