ENSILAGEM DE MILHO (Zea mays, L.) EM DIFERENTES ALTURAS DE CORTE E TAMANHO DE PARTÍCULA: PRODUÇÃO, COMPOSIÇÃO E UTILIZAÇÃO NA TERMINAÇÃO DE BOVINOS EM CONFINAMENTO

MIKAEL NEUMANN, PAULO ROBERTO FRENZEL MÜHLBACH, JOÃO RESTLE, PAULO ROBERTO OST, SEBASTIÃO BRASIL CAMPOS LUSTOSA, MARGARETE KIME FALBO

Resumo


O experimento foi conduzido no Núcleo de Produção Animal (NUPRAN) da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO). Objetivou-se avaliar o efeito do tamanho de partícula (pequeno: entre 0,2 e 0,6 cm ou grande: entre 1,0 e 2,0 cm) e da altura de corte das plantas de milho para ensilagem (baixa: 15 cm ou alta: 39 cm) sobre parâmetros agronômicos de produção, composição vegetal e custos de produção de silagens. Os tratamentos foram: T1 – silagem de partícula pequena com altura de corte baixa; T2 – silagem de partícula grande com altura de corte baixa; T3 – silagem de partícula pequena com altura de corte alta; e T4 – silagem de partícula grande com altura de corte alta. O sistema de colheita à altura de 15,2 cm propiciou incremento de 7,1% na produção de matéria seca ensilável em relação à altura de 38,6 cm. A colheita de plantas de milho a 38,6 cm apresentou menores teores de fibra em detergente neutro, melhorando o valor nutritivo da silagem em relação à altura de 15,2 cm. A elevação de altura de corte de 15,2 cm para 38,6 cm, independente do tamanho de partícula, não afetou as variáveis relativas ao desempenho animal, utilizando-se dieta com relação volumoso:concentrado de 62,7:37,3. Recomenda-se a inclusão de silagem de milho colhida à altura de 38,6 cm, com tamanho de partícula pequeno na terminação de novilhos em confinamento, por proporcionar maior lucratividade no sistema de produção.


Palavras-chave


custos de produção, desempenho animal, lucratividade do sistema, perdas de silagem, produção de matéria seca.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v6n03p%25p