DEGRADABILIDADE E CINÉTICA DE FERMENTAÇÃO RUMINAL DAS SILAGENS DE QUATRO HÍBRIDOS DE MILHO, AVALIADAS PELA TÉCNICA in vitro SEMI-AUTOMÁTICA DE PRODUÇÃO DE GASES

MARCELO NEVES RIBAS, LÚCIO CARLOS GONÇALVES, ROGÉRIO MARTINS MAURÍCIO

Resumo


Foram avaliadas a degradabilidade e a cinética de fermentação ruminal, pela técnica in vitro semi-automática de produção de gases, de silagens de quatro híbridos de milho com diferentes graus de vitreosidade no grão (SHS 4040, QPM 129, AG 1051 e BRS 3060). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, em esquema de parcelas subdivididas, onde os inóculos bovinos foram os blocos, os híbridos constituíram as parcelas e os tempos de incubação foram as subparcelas. As médias foram comparadas pelo teste SNK (p< 0,05). As comparações entre os híbridos nos diferentes períodos de fermentação, quanto à produção acumulada de gases, indicam que, a partir de 24 horas, o BRS 3060 foi superior ao AG 1051, não diferindo dos demais. Os valores de degradabilidade da matéria seca (DMS) apresentados às 96 horas de fermentação foram de 57,7% para o SHS 4040, 61,9% para o QPM 129, 59,7% para o AG 1051 e 65,9% para o BRS 3060, sendo o SHS 4040 e AG 1051 os de menor degradabilidade. Os potenciais máximos de produção de gases variaram de 213 mL/g de MS para o AG 1051 a 233 mL/g de MS para o BRS 3060. O BRS 3060 se destacou pela maior produção acumulada de gases e pela maior degradabilidade da matéria seca. O AG 1051 se destacou entre as demais, em função da sua maior taxa de produção de gases e menor tempo de colonização, influenciado pela textura macia de seus grãos.


Palavras-chave


ruminantes, forragem, valor nutricional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v6n02p%25p