MOFO PROVOCADO POR Aspergillus flavus E Penicillium spp., DURANTE A ARMAZENAGEM DE GRÃOS ÚMIDOS, EM DIFERENTES GENÓTIPOS DE MILHO

NICÉSIO FILADELFO JANSSEN DE ALMEIDA PINTO, MARCOS JOSÉ DE OLIVEIRA FONSECA

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento de grãos de diversos genótipos de milho, colhidos úmidos e armazenados em sistemas com e sem aeração, em relação ao mofo provocados por Aspergillus flavus e Penicillium spp. As seguintes cultivares/percentagens de umidade na colheita foram utilizadas: BR 206 (17,2), BRS 2114 (18,3), BRS 2110 (18,5), BRS 1001 (19,1), BRS 2020 (19,2), BRS 3151 (19,5), BRS 3123 (19,5), BRS 1010 (21,2), BRS 3060 (21,3), BRS 3003 (21,4), CMS 200.122 (21,9) e BRS 1030 (22,9). Imediatamente após a colheita e a pré-limpeza, os grãos foram submetidos a armazenagem, em sistema com aeração (SCA) e sem aeração (SSA). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com 24 tratamentos, em três repetições. Determinou-se o teor de umidade e a porcentagem de grãos visualmente com mofo aos 2, 6 e 9 dias de armazenagem. A temperatura intergranular foi monitorada diariamente, variando, no SCA, de 21,2 a 22,8°C e, no SSA, de 27,9 a 37,1°C. As cultivares BRS 1010 e BRS 3060, embora colhidas com a mesma umidade, diferiram significativamente entre si, com relação ao mofo dos grãos, aos 2, 6 e 9 dias de armazenagem, no SSA, e aos 6 e 9 dias, no SCA. Por outro lado, as cultivares BRS 3060 e BR 206, colhidas com umidades diferentes, não diferiram entre si, em ambos os sistemas e períodos de armazenagem, com relação ao mofo em seus grãos. Assim, durante a armazenagem verificou-se que, em relação ao mofo dos grãos provocado por A. flavus e Penicillium spp., além do conteúdo de umidade dos grãos, há diferenças significativas de comportamento entre os genótipos de milho.


Palavras-chave


Zea mays, fungos, mofo, resistência genética.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v5n03p%25p