INFLUÊNCIA DA ALTURA DE CORTE DAS PLANTAS NAS CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS E VALOR NUTRITIVO DAS SILAGENS DE MILHO E DE DIFERENTES TIPOS DE SORGO

RENZO GARCIA VON PINHO, RAMON CORREIA DE VASCONCELOS, IRAN DIAS BORGES, ADAUTON VILELA REZENDE

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar as características agronômicas, a composição bromatológica e a digestibilidade das silagens de diferentes tipos de sorgo e de cultivares de milho, submetidos a duas alturas de corte das plantas (0,1  e 0,5m). Utilizaram-se quatro grupos de cultivares, formados por duas cultivares de sorgo granífero, duas cultivares de sorgo duplo propósito, duas cultivares de sorgo forrageiro e duas cultivares de milho. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 4 (grupos de cultivares) x 2 (alturas de corte), com três repetições. Avaliaram-se as características de produtividade de matéria seca (MS), participações de colmo (CMS), de folha (FMS) e de panículas ou espigas (PEMS) na MS, estande final de plantas, plantas acamadas e quebradas, dias para a colheita, altura de plantas, proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e degradabilidade “in situ” após 24 horas. Para as alturas de corte, observou-se efeito significativo apenas para as características CMS e FDA, sendo que a elevação da altura de corte de 0,1 m para 0,5 m reduziu os valores de CMS (32,5% para 29,9%) e de FDA (25,9% para 23,2%), não influenciando, entretanto, a FDN e a degradabilidade da MS “in situ” após 24 horas. As cultivares de milho obtiveram valores de CMS menores que as cultivares de sorgo forrageiro e semelhantes aos demais tipos de sorgo, nas duas alturas de corte. As cultivares de sorgo forrageiro e de milho obtiveram as maiores produtividades de MS, respectivamente, 14,4t/ha e 13,3t/ha. As cultivares de milho conferiram maior valor nutritivo às silagens, devido às menores percentagens de fibra e maior percentagem de MS degradada no rúmen.


Palavras-chave


cultivares, degradabilidade, forragem, Sorghum bicolor, Zea mays

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v5n02p%25p