CARACTERIZAÇÃO DE ESTRESSE HÍDRICO DE DUAS LINHAGENS DE MILHO (Zea mays L.) COM SONDAS DE FLUXO DE SEIVA

REINALDO LÚCIO GOMIDE, FREDERICO OZANAN MACHADO DURÃES, MAURO KOJI KOBAYASHI, ROGÉRIO ALESSANDRO FARIA MACHADO

Resumo


A reposição parcial da necessidade hídrica das plantas e a seleção de genótipos melhor adaptados às condições limitantes de água podem contribuir para o aumento da disponibilidade de água na agricultura. Embora os efeitos de estresses hídricos sobre o desenvolvimento das culturas sejam conhecidos, existem poucas metodologias confiáveis usadas para as suas caracterizações baseadas em parâmetros diretamente relacionados com as plantas, visando manter bons níveis de produtividade e aumentar a tolerância à deficiência hídrica, principalmente devido às dificuldades de controle ambiental do fator hídrico. Com base nesse enfoque, o presente trabalho objetivou caracterizar o estresse hídrico de duas linhagens de milho (Zea mays L.) por meio de monitoramento automático de fluxo de seiva (F), com sondas de balanço de energia instaladas em segmentos de caules de plantas. As sondas são compostas de resistência elétrica de aquecimento (jaqueta térmica) e sensores de registro de fluxo de calor e temperatura. A jaqueta térmica forneceu uma taxa constante de calor ao segmento do caule. Termopares de cobre-constantan foram usados como sensores, para detectar as perdas de calor da superfície da jaqueta térmica para o ar ao redor do caule e as diferenças de temperatura no segmento do caule estudado. O sistema automático de aquisição de dados foi composto de um datalogger, sensores, um computador portátil, um painel solar e baterias recarregáveis. Um programa foi usado para fazer leituras nas sondas e cálculos das taxas de fluxo de seiva. Uma equação, expressando o índice de estresse hídrico de plantas (IEHP) e envolvendo termos das taxas de F medidas sob duas condições de regime hídrico (não estressado e estressado), foi usada na caracterização do estresse hídrico. Os resultados indicaram que as sondas mostraramse sensíveis para detectar variação de fluxo de seiva e o IEHP mostrou-se uma metodologia adequada para caracterização hídrica das duas linhagens de milho investigadas; a área foliar total das duas linhagens estudadas foi reduzida pela condição do estresse hídrico; a linhagem de milho L 1170 apresentou menores valores de fluxo de seiva e mostrou-se mais sensível (maiores valores) ao IEHP estudado; a linhagem de milho L 13.1.2 apresentou maiores valores de fluxo de seiva e mostrou-se mais tolerante (menores valores) ao IEHP.


Palavras-chave


transpiração, balanço de energia no caule, termopares, fluxo de calor e temperatura, automação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v4n03p%25p