ALTERAÇÕES NOS NÍVEIS RELATIVOS DE AÇÚCARES SOLÚVEIS TOTAIS E DE PROTEÍNAS EM PLANTAS DE MILHO INFECTADAS COM MOLICUTES

PAULO CÉSAR MAGALHÃES, ELIZABETH DE OLIVEIRA, ISABEL R. P. SOUZA, FREDERICO O. M. DURÃES, CHARLES M. OLIVEIRA, ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA

Resumo


As doenças do milho causadas por molicutes (fitoplasma e espiroplasma) destacam-se em importância para a cultura, em conseqüência da alta incidência e dos prejuízos que causam à produção de grãos. Os molicutes infectam o floema das plantas; sendo assim, podem alterar a síntese de açúcares e proteínas. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito dos molicutes na síntese de açúcares solúveis totais e de proteínas em duas cultivares de milho. O experimento foi conduzido em vasos de plástico contendo 30kg solo previamente analisado e adubado, com duas plantas por vaso. O delineamento experimental utilizado foi um fatorial 3 x 2 inteiramente casualizado, com seis repetições; sendo três inoculações (fitoplasma, espiroplasma e sadia) e duas cultivares (Dina 766 e BR 201). Trinta dias após a inoculação, foram realizadas medidas de temperatura foliar, umidade relativa, resistência estomática e transpiração. No estádio de grão leitoso, uma das plantas foi colhida e seccionada em três partes, para análise de açúcares solúveis totais, nutrientes e matéria seca. Foi realizada uma amostragem do internódio abaixo da primeira espiga e da folha bandeira, para determinação da atividade da peroxidase e do conteúdo proteíco. A planta restante foi conduzida até o final do ciclo, quando foram avaliados: número de espigas, peso de espigas e de grãos e matéria seca dos grãos. A análise de variância de todas as características avaliadas não detectou significância na interação cultivar x inoculação. Alguns parâmetros mostraram significância para cultivares, para inoculação ou para ambos. Açúcares solúveis, matéria seca, atividade da peroxidase e conteúdo protéico foram semelhantes em ambas as cultivares e nas inoculações. A resistência estomática foi maior para Dina 766 e nas plantas inoculadas por fitoplasma. A proliferação de espigas foi maior nas plantas inoculadas pelos molicutes que nas sadias. O peso de espigas e de grãos foi maior nas plantas sadias e com fitoplasma que naquelas infectadas por espiroplasma. Concentração de nutrientes e quantidade absorvida, em geral, foram semelhantes, excetuando P e Zn. Os molicutes não interferiram na concentração dos açúcares solúveis e no conteúdo proteíco total; entretanto, os dados de produtividade sugerem uma maior susceptibilidade das cultivares ao espiroplasma.


Palavras-chave


Zea mays L., proteína, espiroplasma, fitoplasma, carboidratos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v4n03p%25p