COMPORTAMENTO DE CULTIVARES DE MILHO PRODUZIDOS ORGANICAMENTE E CORRELAÇÕES ENTRE CARACTERÍSTICAS DAS ESPIGAS COLHIDAS NO ESTÁDIO VERDE

IZABEL CRISTINA DOS SANTOS, GLAUCO VIEIRA MIRANDA, AURÉLIO VAZ DE MELO, ROBERT NUNES MATTOS, LUCIMAR RODRIGUES OLIVEIRA, JÚLIEN DA SILVA LIMA, JOÃO CARLOS CARDOSO GALVÃO

Resumo


O objetivo deste trabalho foi estudar o comportamento de dez cultivares de milho produzidos organicamente e as correlações entre características das espigas colhidas no estádio verde. Para isso foi instalado experimento no qual os híbridos AG1051, AG4051, CO32, D170, D270, P3232, SHS4040 e as variedades AL25, AL30 e UFVM100 foram avaliados no delineamento experimental de blocos ao acaso, com três repetições. A parcela experimental foi constituída de quatro linhas de cinco metros de comprimento, espaçadas de 0,90 m e densidade final de cinco plantas por metro linear. Considerou-se parcela útil as duas fileiras centrais. A adubação de plantio consistiu de 15 toneladas/ha de esterco de bovinos curtido, 440 kg/ha de termofosfato e 111 kg/ha de sulfato de potássio; em cobertura foi aplicada ao lado das fileiras de milho dose equivalente a 15.000 kg/ha de esterco de bovinos e via foliar o biofertilizante “supermagro” (5 % v/v). A colheita ocorreu dos 92 aos 110 dias após a semeadura. A produtividade variou de 5.581 a 10.511 kg/ha de espigas despalhadas, sendo que sete cultivares alcançaram produtividades acima de 7.100 kg/ha. Nove cultivares apresentaram comprimento de espiga superior a 15 cm (padrão comercial); todos apresentaram diâmetro de espiga maior ou igual a 4 cm (padrão comercial); seis cultivares apresentaram peso da espiga útil superior a 150 g, sendo que a maior média, 184,5 g, foi observada no cultivar AG4051. Observou-se alta correlação entre peso da espiga útil (PU) e comprimento da espiga e entre PU e diâmetro da espiga, indicando possibilidade de uso do PU como base para seleção de cultivares de milho para produção de espigas com altos valores de comprimento e diâmetro. Portanto, apesar da redução na produtividade imposta pela época de plantio e o fato de ser o primeiro ano de cultivo orgânico na área do experimento, obteve-se boas produtividades e qualidade de espigas de milho para consumo no estádio verde. Os híbridos AG4051 e D270 apresentaram os melhores desempenhos no sistema orgânico utilizado, enquanto que entre as variedades avaliadas, destacaram-se AL25 e UFVM100.


Palavras-chave


Zea mays L., qualidade de espiga, produção de espigas, análise de trilha

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v4n01p%25p