CONTROLE GENÉTICO DA TOLERÂNCIA À ALTA TEMPERATURA DE SECAGEM EM SEMENTES DE MILHO

SOLANGE CARVALHO BARRIOS ROVERI JOSÉ, ÉDILA VILELA DE RESENDE VON PINHO, RENZO GARCIA VON PINHO, MAGNO ANTÔNIO PATTO RAMALHO, JOÃO LUIS DA SILVA

Resumo


A tolerância das sementes à alta temperatura de secagem é uma característica importante a ser avaliada nos programas de melhoramento de milho. Nesta pesquisa, foi estudado o seu controle genético a partir da avaliação das características fisiológicas das sementes. Foram utilizadas 12 linhagens, previamente selecionadas, sendo seis tolerantes e seis intolerantes à alta temperatura de secagem, para compor um dialelo parcial 6 x 6. As sementes foram colhidas manualmente em espigas com teor de água em torno de 35% e secas a 45°C até atingirem o conteúdo final de água de, aproximadamente, 8%. A qualidade fisiológica das sementes foi avaliada por meio dos testes de germinação, frio sem solo, envelhecimento acelerado e condutividade elétrica. Os efeitos da capacidade geral (CGC) e específica (CEC) de combinação, bem como os efeitos recíprocos, foram significativos para a tolerância à alta temperatura de secagem. Dentro da variabilidade genotípica observada nos cruzamentos, o efeito recíproco contribuiu com 47% e 44,7% da variação para o teste de envelhecimento acelerado e condutividade elétrica respectivamente e com 49% tanto para o teste de germinação como no teste frio. No controle genético da tolerância à alta temperatura de secagem provavelmente ocorre efeito materno.


Palavras-chave


dessecação, dialelo, sementes, qualidade fisiológica.

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DOI: https://doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v3n03p%25p