BIOMETRIA E O MELHORAMENTO DE PLANTAS NA ERA DA GENÔMICA

MAGNO ANTÔNIO PATTO RAMALHO, EDUARDO DE SOUZA LAMBERT

Resumo


O melhoramento genético começou com a domesticação de algumas espécies de plantas há mais de 10.000 anos e se intensificou para atender a demanda por alimentos com o crescimento populacional. Há pelo menos 85 anos, a Genética, o Melhoramento de Plantas e a Biometria estão intimamente associados. A união dessas áreas do conhecimento originou a Genética Quantitativa. Pode ser facilmente comprovado que essas ciências tiveram uma participação expressiva na produção de alimentos, madeira, fibras, etc., para atender as necessidades do homem no último século. Com o advento da técnica dos marcadores moleculares e do seqüenciamento dos genomas, que iniciou a partir de 1974, vislumbrou-se a possibilidade de se realizar a seleção diretamente no genótipo (DNA). Várias técnicas de laboratório foram implementadas para se obterem os marcadores moleculares e os processos de sequênciamento do DNA tiveram um crescimento explosivo, criando o que se denominou de era da genômica. Desenvolveu-se a tecnologia do DNA recombinante, permitindo a transferência de genes entre as espécies, o que não era imaginado anteriormente. Alguns cientistas começaram a questionar a contribuição futura da Genética Quantitativa. O que se pretende mostrar com essa publicação é que todas as evidências disponíveis apontam que a sua importância, provavelmente, será ainda maior do que no passado. As pesquisas mostraram que, especialmente para caracteres quantitativos (QTL – quantitative traits loci), os marcadores devem estar associados a medidas do fenótipo e, para serem úteis, precisam ser obtidas informações em experimentos de campo com a maior precisão experimental possível. Até mesmo para os transgênicos, necessita-se de avaliações extensivas, com o objetivo de avaliar o efeito de genes exógenos no maior número de cultivares possível e em vários ambientes.


Palavras-chave


melhoramento, genética quantitativa, biotecnologia, marcadores moleculares.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v3n02p%25p